quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser DJ é ...



Bom, não sou DJ, nunca toquei em lugar nenhum e não tenho conhecimento dos aparelhos, porém li um texto hoje sobre isso e achei MUITO interessante, resolvi postar o texto todo no blog e deixar um comentário final, minha opinião sobre o assunto e minhas idéias.

O texto é um pouco grande, se tiverem paciência, sugiro que leiam, pois é muito bom.

“Ser DJ é um dom. Ninguém vira DJ de uma hora para outra simplesmente fazendo um curso.

Ser DJ é muito mais que isso. É responsabilidade musical, técnicas, conhecimento de som, estar antenado SEMPRE com o mundo musical e muita vontade de divertir... Os outros! rs

Lógico que o DJ se diverte (se souber fazer se diverte tanto quanto o público) mas a preocupação é com os outros.

Mas isso é um detalhe no início. Logo você percebe as suas responsabilidades.

O importante é saber se você quer ser DJ realmente ou apenas se interessa em colocar músicas no churrasco do quintal do amigo do seu primo, rsrs.

Um candidato a DJ consegue analisar a música, sentir a música e seus arranjos. Se emocionar, literalmente, quando uma batida, um vocal ou um arranjo tocar nos seus ouvidos.

É como se só você estivesse naquela dimensão. Você tenta explicar para seu amigo na balada o que a música te diz mas ele só se preocupa em dançá-la.

Músicas te lembram momentos, fazem você viajar em outros momentos... Você consegue analisar sentimento na batida. Consegue visualizar as feições da música. Você se sente um verdadeiro idiota porque só você vê isso na música

Vai para a balada e a primeira coisa que ouve é a virada mixada do Dj ou fica tentando descobrir qual será a próxima música ou ainda na virada descobre rápido qual está entrando. Faz questão d ever o DJ tocando enquanto seus amigos já estão na pista dançando.

E se emociona simplesmente quando o DJ pega o headphone, coloca o cd no CDJ ou o disco na MK2 e faz os movimentos de acerto do Pitch. Vai ao delírio em um scratch e aprecia cada mixagem bem feita, analisando não só a técnica, mas principalmente o sentido que aquele som te tocou.

Aí você olha para a piista de dança e se imagina não nela e sim naquela cabine de som.

Essa é a dimensão do DJ... Entenderam?

Então... Aí você já sabe que adora isso e que quer aprender a tocar. Daí vem a parte mais difícil, rsrsrs.

Se você não possuir um amigo que tenha a aparelhagem e possa te dar uma força nas primeiras técnicas aí complica.

É um aprendizado que requer, pelo menos no início, uma preocupação intensa e praticar bastante. Igual a aprender a dirigir. Nunca se esquece depois que aprende.

É um hobby caro. As aparelhagens hoje em dia não são baratas porque a tecnologia cresce a cada dia.

Vamos, por enquanto, chamar de hobby porque você está apenas começando ok?

Para começar eu sempre sugiro um curso para iniciantes. Procure cursos ministrados por DJs profissionais e veja o local do curso se possui uma aparelhagem coerente e uma estrutura de atendimento bacana. Tem muitos aproveitadores por aí...

Eu tive quem me ensinasse... Um DJ amigo me ensinou a fazer as mixagens, saber contar os compassos... Acertar o pitch.

Isso foi no início de 1991. Comecei a tocar em 1990 mas apenas fazia a troca das músicas. Apesar de fazer os cortes bacanas, não dá para ficar só nisso!

Depois que aprendi a mixar fui fazer o curso. Mas sugiro o contrário.

Lá no curso você vai aprender a contar os compassos, conhecer as viradas das músicas, pontos básicos de mixagens e logicamente aprender a operar os CDJs com seus recursos.

Se for um curso muito bom você vai aprender a tocar nas MK2 ou mais recentes, que são os toca-discos profissionais. Vai aprender lances de equalização, que são muitos importantes. Muitos DJs não possuem essa técnica e como hoje a internet corrompe a qualidade dos arquivos, infelizmente a próxima música que vai entrar não terá a mesma qualidade da que estava tocando. Daí o som fica distorcendo e o DJ não sabe nem por onde começar e muitos, acreditem, nem sentem essa distorção.

Música mecânica nem sempre tem operador de som como os PAs de música ao vivo... Logo é muito interessante aprender pelo menos o básico em equalização sonora e até mesmo instalação dos equipamentos.

Do que tem de DJ que fica apavorado ao perceber que o som não está saindo... Muita svezes é apenas uma conexão com mal contato e coloca tudo a perder.

Detalhes à parte... No curso você vai aprender a tocar. Porém é necessário praticar nesse início porque nessa prática você vai adquirindo sua personalidade musical, vai ganhando confiança nos acertos e o melhor: Vai saber realmente que estilo musical mais aprecia para tocar!

Mas o DJ não é apenas técnica nos equipamentos. É muito mais que isso.

É uma dedicação em conhecer os estilos musicais, ficar antenado no que está tocando, experimentar novos estilos e principalmente conhecer a música em si. Ao conhecer a música em si você sabe perfeitamente quais as melhores partes para a mixagem sair perfeita.

Também não adianta saber o que está tocando nas rádios ou nas boates e ter as músicas na case se não consegue tocá-las adequadamente e na hora certa. Misturar ritmos ou se perder na pista é reflexo disso.

Mas o grande mal é ficar preso às músicas que possui. Comprar ou baixar as músicas e dizer que as tem para tocar é muito fácil porém te rotula apenas como ponte, um caminho entre a música e o ouvinte.

Experimenta inovar. Use seu senso crítico para saber reconhecer músicas que podem agitar aquela pista mas que só você a conhece. Tente fazer um sucesso e não simplesmente usar o sucesso dos outros.

Inovar na pista é renovar seu profissionalismo. Só usar sucessos dos outros é ser apenas um espelho de imagem distorcida.

Para isso você precisa conhecer as músicas conforme eu já falei... Garimpar músicas em discos ou na internet. Faça dos seus ouvidos um laboratório e da sua intuição um trampolim para ser diferente.

A inovação na pista de dança te oferece um diferencial. É absurdamente chato aquele DJ básico que toca sempre as mesmas músicas nos sets específicos e sempre os mesmos sets. Preguiça para inovar é fatal na vida de um DJ.

Mas essa preguiça e suas consequências são as referências para se saber quem é bom ou quem é apenas um "trocador de músicas".

Já foi época que festas terminavam o rock anos 60... La Bamba e Jive Bunny.Twist and Shout no máximo. E no set de anos 70 tem apenas as básicas YMCA, Macho man, I will survive e Let´s groove. Celebration no máximo.

É muito mais que isso.

Treino. Muito treino e dedicação. Demora um pouco mas se consegue.

A partir do momento que você amadurece esse lado prático vai parcebendo que o aprendizado é intenso. A cada música ou a cada estilo você aprende algo como batidas, arranjos, pontos de mixagem, características específicas do estilo como BPM (batidas por minuto).

Quando tudo parece ótimo você começa a perceber os diiferentes estilos dos remixes de DJs famosos como Benny Benassi, DJ Tiesto... E vai absorvendo o que mais te interessa e agrada.

Isso se chama Personalidade Musical. O DJ quando consegue chegar a esse ponto já pode sonhar com o sucesso.

Um exemplo disso está em um dos mais famosos DJs brasileiros. Marcelo Mansur, o Memê.

Quando se ouve um remix dele é possível sentir os arranjos, a forma como ele faz que é peculiar a todos os remixes. A pessoa, quando bem informada, é capaz de dizer que aquele remix foi feito por ele sem saber o autor.

É por essas e outras que o DJ deixou de ser marginalizado como um vagabundo que toca em festas e trabalha na noite. Ao longo dos anos os DJs foram valorizados pela técnica e principalmente pela personalidade musical.

Hoje somos capazes de levantar uma festa falida. Fazemos eventos virarem grandes sucessos. Conseguimos montar nosso público cativo nas boates e assim valorizá-las como point de sucesso.

Não é só isso... DJs são responsáveis por análises musicais diversas, remixes de músicas para gravadoras, gravam discos com suas próprias produções, trilhas sonoras de desfiles ou promoção de produtos na mídia e até trilhas sonoras de filmes.

Participam ativamente de shows diversos. Muitos artistas já se renderam ao som do DJ e ao visual proporcionado. Se liga... CDjs, MK2, scratches, performances iradas, movimentos técnicos... Impressiona né não?

E no auge de sucesso, são capazes de levar multidões aos seus shows individuais.

Adrenalina pura!!!

Por isso que costumo dizer: DJ se diverte. Divertindo as pessoas”

Esse texto expressa muito o que eu gostaria de fazer se eu fosse um DJ. Talvez ele vá um pouco além dos meus objetivos e sonhos, pois eu curto mais o tipo de festa que toca a música como ela é, mas mesmo assim, não é só tocar Lady Gaga, só porque ela está no auge e com certeza a música fará sucesso na pista. O legal é levar coisas novas ao publico, aquela música MUITO BOA que só você conhece, mas que com certeza arrasaria na pista se todo mundo já conhecesse. O medo de tocar algo que não agrade o público é enorme, mas é um risco que TODOS deveriam correr, pois grandes descobertas surgem dessa forma. A pessoa está lá curtindo a balada, meio cansada de ouvir sempre as mesmas músicas, e de repente surge algo completamente diferente, mas MUITO BOM. É isso que falta em muitas baladas. Eu por exemplo odeio baladas que tocam sempre a mesma coisa, e tem algumas que além de tocar sempre as mesmas músicas, tocam na mesma ordem. É horrível, a balada se torna chata e você perde a vontade de ir lá de novo, pois já sabe tudo que vai tocar. Gosto de novidades, e o que eu mais gostei nesse texto todo é a parte que fala dos sentimentos, o significado que cada música tem para as pessoas. Eu particularmente AMO música, todos os tipos e cada uma realmente tem um significado, e quando ouço alguma dessas músicas numa balada eu aproveito cada segundo dela. Música é simplesmente meu oxigênio.

Bom, vou encerrar o post aqui, pois já está grande demais, acho que ninguém terá paciência de ler tudo hahaha.

O texto eu tirei desse site.

domingo, 12 de setembro de 2010

A MORTE

Hoje resolvi falar um pouco sobre "morte" pois aconteceu uma tragédia. Esse FDS minhas vizinhas morreram atropeladas (mãe e filha), e foi um dos enterros mais tristes que eu já fui. (Notícia da morte no G1)

Mas aí eu paro pra pensar. Eu acredito em vida após a morte, e isso faz com que eu aceite melhor. Não que eu não sofra, muito pelo contrário, quando alguém próximo morre eu fico muito mal. Não é um desespero pelo fato de eu saber que não verei mais a pessoa enquanto estiver nesse mundo, mas sim saudade e tristeza de saber que durante algum tempo terei apenas lembranças.

A morte é a única certeza que temos nessa vida, mas é muito mais fácil lidar com isso quando vamos nos preparando aos poucos. Por exemplo, quando alguém está doente e a doença piora cada vez mais, nós sabemos que a morte está se aproximando e automaticamente nos preparamos pra isso. Isso faz com que a gente reflita sobre muitas coisas inclusive. Mas quando alguém morre de repente a gente fica meio perdido, sem chão e, acredito que demore um bom tempo até a ficha cair. Eu perdi meu pai há 11 anos atrás, ele teve câncer no cérebro e o médico deu um ano de vida. Ele teve exatamente um ano de vida, e a família toda foi se preparando pra esse momento conforme as coisas foram piorando. Foi triste e complicado, mas todos nós estávamos preparados. Agora o que aconteceu com minha vizinha pegou a família toda dela de surpresa. Num dia a pessoa está bem, cheia de vida e no outro morta, é muito estranho.

Fico pensando no menino que perdeu a mãe e a irmã de uma vez, sem ter tempo de se despedir. Fico pensando também na mãe/vó, que enterrou a filha e a neta de uma vez só, acho que é uma dor incurável.

Todos nós vamos morrer um dia, mas quando foge do processo natural (que seria morrer primeiro os mais velhos) é muito difícil lidar com isso.

Esse post na verdade não tem objetivo nenhum, é apenas um desabafo. Esse enterro mexeu bastante comigo, então resolvi dedicar um post aqui no blog para isso. Mais pra frente falarei mais sobre o tema "morte" aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

Crocs: Usar ou não usar?

Hoje vai ser um post diferente. Vou entrar um pouco no mundo da moda, mas só um pouquinho, porque não posso dizer que manjo muito hahaha. Mas a gente sempre tenta usar a melhor combinação de roupa na hora de sair de casa. Só que nem sempre a melhor combinação ou a roupa mais bonita que você tem é a mais confortável.

Comecei a pensar nisso por causa do calor infernal que tem feito ultimamente, sendo que ainda estamos no inverno, isso sem falar do tempo seco. Como nós trabalhamos e nem todos podem ir trabalhar de bermuda e chinelo, fica difícil escolher a melhor roupa e principalmente o melhor sapato/tênis. Imagina só você dentro de um ônibus (lotado ou não), aquele sol de 40º e seus pés cozinhando dentro do tênis (darei um foco aos pés, pois eu sofro muito mais com eles no calor)

Comecei a pensar seriamente nisso essa semana, que meus pés cozinharam de verdade no tênis por causa do calor e eu imaginei que poderia ser diferente se eu tivesse um Crocs aiuhaiuhaa. Sempre achei os crocs MUITO feio (e continuo achando) mas será que vale a pena continuar usando tênis que cozinham os pés, só porque eles são bonitos?

Hoje em dia tudo é liberado na moda, as pessoas usam o que querem sem se preocupar se é bonito ou se combina. Claro, isso não é desculpa pra sair por aí que nem um palhaço, eu me preocupo muito com isso. Não gosto de usar cores que não combinam, então resolvi pesquisar mais sobre crocs e conclui que é possível sim fazer uma combinação boa com eles. Não estou dizendo que eles podem substituir sapatos e tênis, mas num dia muito quente eles caem bem sim, selecionei algumas fotos que encontrei na internet onde os crocs não ficaram tão bizarros com as roupas.




Essas 2 últimas ficariam melhor com havaianas, mas mesmo assim, não achei tão ruim com crocs



E um exemplo com calça jeans pra finalizar. Não achei TÃO ruim esse jeans com crocs azuis, mas com crocs preto com certeza ficaria melhor.

Agora fica a dúvida: usar ou não usar crocs? Eu particularmente prefiro usar crocs do que aquelas calças colocridas #RestartFeelings HORROROSAS hahahaha

domingo, 22 de agosto de 2010

A Cabana


E mais uma vez vou falar de livros, pois ler é uma das coisas que mais gosto de fazer. Assim como 80% da população, eu também li o livro "A Cabana". Eu sempre via todo mundo lendo no ônibus, mas nunca tive interesse, até que um dia troquei o livro "Opúsculo" por ele. Pra mim a troca foi ótima, pois "A Cabana" é um livro realmente bom.

Resumão da história: Um cara perde sua filha e fica revoltado com Deus, até que um dia ele recebe um bilhete (aparentemente escrito por Deus) marcando um encontro na cabana.

O livro fala bastante de Deus, porém não fala de religião e isso foi o que eu mais gostei no livro. O cara realmente se encontra com Deus, e o tempo que ele passa com Deus nessa cabana é fantástico. É um livro que ajuda a fortalecer nossa fé e também nos abre os olhos em relação às nossas crenças, nos faz perceber como somos pequenos e como somos egoístas.

Sinopse:

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Difícil definir um amigo ...


Hoje é dia do amigo, então resolvi dedicar esse meu post aos meus amigos. Escolhi essa imagem porque nossos verdadeiros amigos estão sempre ao nosso lado.

Não vou falar muito, apenas vou postar um texto que usei em 2006 para fazer um vídeo de despedida do pessoal da faculdade. Não sei quem é o autor, mas é um texto simples que fala tudo sobre amizade.

Amigo é aquele que entende seu desejo de voar, de sumir ou de apenas se calar.

É aquele que fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, e chora junto com você a dor de seu coração.

Amigo é aquele que te envia pequenos bilhetes em sala de aula.

É aquele que te ouve ao telefone, com o mesmo prazer e atenção que teria, se estivesse olhando em seus olhos.

É aquele que percebe em seus olhos sua vontade de chorar, de sorrir ou de gritar.

Amigo é aquele que te diz "Eu Te Amo" sem qualquer medo de má interpretação.

Amigos são irmãos que a vida nos deu, para caminhar conosco.

Amizade não se resume, amizade não se explica, amizade apenas se viva, se recorda.

Amigo é aquele que te ama "e ponto".

Mas conforme o tempo passa, alguns amigos se distanciam ...

Mas antes que isso aconteça ...

Olhe bem fundo para os olhos de seus verdadeiros amigos, e diga sem vergonha ou medo ...

OBRIGADO POR TUDO MEU AMIGO

E aqui o vídeo, pra quem quiser ver:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Kylie Minogue - Aphrodite


E já que o post anterior foi uma filosofia sobre "amor", o post de hoje será uma resenha para o novo álbum da Kylie Minogue, que tem como tema a deusa do amor: Afrodite.

Como muitos sabem Kylie deu um tempo na carreira por causa do câncer e em 2007 ela voltou com o álbum X (décimo álbum da carreira) que gerou uma certa decepção em alguns fãs. Não que o álbum seja ruim, mas não é o álbum ideal para um retorno. Parece que a própria Kylie percebeu isso e resolveu fazer um álbum inteiro maravilhoso, onde todas as faixas são viciantes e a gente não tem vontade de pular nenhuma.

Aphrodite é um álbum pra dançar, produzido por Stuart Price, o mesmo cara que produziu Confessions On A Dance Floor, da Madonna. Mas Kylie não perdeu sua identidade. É um álbum moderno, dançante e com o jeitinho Kylie Minogue hahaha. E essa pequena modernizada está dando certo, o álbum está vendendo bastante e ela está conseguindo ótimas posições em vários países, inclusive EUA, que nunca foi muito com a cara dela.

Destaque para All The Lovers, primeiro single lançado, Get Outta My Way (que vai arrasar nas baladas), Closer (que tem um toquezinho dark, muito boa), Aphrodite, Cupid Boy, Looking For An Angel (mais tranquila) e Can't Beat The Feeling. O Cd não tem nenhuma música lenta e eu destaquei aqui o que achei mais diferente, o resto é bem parecido com o que já conhecemos dela, mas repito que é inteiro bom.

Enfim, muitas pessoas não curtem Kylie Minogue e eu acho que esse CD é ideal para mudar essa opinião. É contagiante e bem produzido. O CD deve chegar no Brasil essa semana, então comprem arrasem.

domingo, 11 de julho de 2010

O Banquete


Fiquei alguns dias sem postar no blog por eu estava muito sem idéia do que postar. Na verdade ainda estou, mas lembrei que li o livro "O Banquete", de Platão e resolvi falar um pouco sobre ele. É um livro confuso e bem difícil de ler, com certeza vou precisar ler novamente várias vezes. Na verdade o começo do livro é tranquilo, mas quando vai chegando no final você fica meio perdido hahaha.

Resumidamente, Agatão prepara um jantar só para filósofos e lá eles começam a discutir sobre hinos de louvores à Deuses, e chegam à conclusão que não existe nenhum hino ou poesia dedicados ao Amor. Começam então a criar cada um o seu próprio discurso.

"O Amor é dos deuses o mais antigo, o mais honrado e o mais poderoso para a aquisição da virtude e da felicidade entre os homens, tanto em sua vida como após sua morte."

Cada um expõe seu ponto de vista, discutindo que o verdadeiro amor é apenas o amor da alma e não o amor do corpo. Citam também que o amor não é algo apenas do ser humano, mas está presente em tudo no nosso planeta, como na medicina, na música, na natureza ...

Discutem também sobre Androginia, que refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino.

Segundo o livro, havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

Agatão diz que o Amor está na alma dos Deuses e dos Homens. Que Amor é algo delicado.

Sócrates completa dizendo que o Amor não é um Deus. Que Amor não é algo mortal nem imortal e sim um intermédiário de ambos. O Amor é uma ponte, uma conexão entre Deuses e Homens.

Basicamente ficam todos filosofando sobre o amor e, eu particularmente fiquei confuso no final. Mas é uma leitura interessante, quero ler mais livros de Platão porque adoro filosofar de vez em quando.

Sinopse do livro:

Em O Banquete, considerado um dos mais belos e mais simples de seus diálogos, o filósofo expõe pela palavra de vários comensais diversas concepções do amor. É Sócrates quem coroa os elogios ao servo e companheiro de Afrodite, revelando-lhe a face da virtude. E é por intermédio do mesmo mestre que Platão transmite aos homens a sua concepção do amor.