Faz muito tempo que eu não atualizo o blog, mas hoje resolvi tirar um pouco as teias de aranha. Como alguns sabem eu gosto de escrever poemas de vez em quando, e recentemente escrevi um sobre solidão.
É um poema curto com rimas simples que expressa - do meu ponto de vista - o que realmente significa a palavra solidão. Será que realmente é possível ficarmos sozinhos? Será que esse sentimento não é apenas algo criado por nós mesmos e faz com que a gente não perceba as pessoas que estão ao nosso redor? Fica aí a reflexão.
Solidão
A solidão só existe para os cegos
Os cegos que fecham os olhos da alma
Eles criam a cruz e criam os pregos
E se encontram em um caminho sem volta
Um véu negro cai sob suas vidas
E passam a enxergar somente o que querem
Se afastam de todos sem despedidas
Se isolam em um canto e não percebem
Afastam os amigos, afastam a família
Nasce então a depressão
Vivem num mundo de utopia
E o nomeiam de solidão
Daniel Pellegrino - 20/09/2011
Se alguém se interessar, eu postei no blog no dia 27 de julho de 2010 um outro poema que escrevi: Olhos Vendados
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
domingo, 27 de junho de 2010
Olhos vendados
Hoje resolvi postar um poema que escrevi em 2005. 5 anos atrás mas eu gosto dele. São rimas simples mas que expressam minha forma de pensar sobre algumas coisas da vida. No geral ele é uma crítica sobre a forma como a sociedade vive e no que ela acredita.
Resolvi compartilhar depois de muitos anos. Algumas pessoas já leram na época que escrevi, mas nem lembro exatamente pra quem eu mostrei. Tenho vários outros escritos aqui, irei postando alguns com o tempo. Encerro esse post com o poema, espero que gostem. =)
OLHOS VENDADOS (Daniel Pellegrino)
Lendas irreais
Falsos pensamentos
Ignorância entre nós
Perda de momentos
Tempo passando
Água correndo
Mundo girando
Pessoas perdendo
Luta pelos ideais
Obstáculos no caminho
Seres humanos iguais
Seres humanos sozinhos
Amores vividos
Amigos perdidos
Medo surgindo
Erros cometidos
Verdade oculta
Teatro exibido
Olhos vendados
Prometido não cumprido
Seus olhos estão vendados
Sua vida está moldada
Seus ideais estão parados
Sua verdade está enterrada
Felicidade falsa
Justiça incorreta
Personagens criados
Crenças incertas
Poder no topo
Submissos do dinheiro
Iludido com o irreal
Cegos para o mundo inteiro
O ponteiro está rodando
Sua vida está acabando
Sua mente está assombrada
O mundo está girando
Seu fim está chegando
Não lhe resta mais nada
Você foi manipulado
Seus dias foram contados
A verdade continua oculta
Pois seus olhos estão vendados.
Resolvi compartilhar depois de muitos anos. Algumas pessoas já leram na época que escrevi, mas nem lembro exatamente pra quem eu mostrei. Tenho vários outros escritos aqui, irei postando alguns com o tempo. Encerro esse post com o poema, espero que gostem. =)
OLHOS VENDADOS (Daniel Pellegrino)
Lendas irreais
Falsos pensamentos
Ignorância entre nós
Perda de momentos
Tempo passando
Água correndo
Mundo girando
Pessoas perdendo
Luta pelos ideais
Obstáculos no caminho
Seres humanos iguais
Seres humanos sozinhos
Amores vividos
Amigos perdidos
Medo surgindo
Erros cometidos
Verdade oculta
Teatro exibido
Olhos vendados
Prometido não cumprido
Seus olhos estão vendados
Sua vida está moldada
Seus ideais estão parados
Sua verdade está enterrada
Felicidade falsa
Justiça incorreta
Personagens criados
Crenças incertas
Poder no topo
Submissos do dinheiro
Iludido com o irreal
Cegos para o mundo inteiro
O ponteiro está rodando
Sua vida está acabando
Sua mente está assombrada
O mundo está girando
Seu fim está chegando
Não lhe resta mais nada
Você foi manipulado
Seus dias foram contados
A verdade continua oculta
Pois seus olhos estão vendados.
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sábado, 19 de junho de 2010
Diálogo das Rosas
Hoje o post vai ser um pouco diferente do que tenho colocado no blog. Na verdade ando meio sem idéias do que postar, então resolvi postar um poema que eu li faz muito tempo, mas que achei muito legal e acabei nunca esquecendo.
Em 1997 o autor José Gilberto Gaspar foi divulgar o livro dele no meu colégio e eu acabei comprando. O livro só tem poemas, e na época que ele foi no colégio ele ficou no palco do anfiteatro contando alguns. Lembro que ele contou esse e todos gostaram.
É um poema simples mas sempre achei muito bonito.
Diálogo das Rosas
Entrando em uma sala
De uma bonita mansão,
Deparei-me, de repente,
Com uma discussão.
Duas rosas discutiam
Em tons de voz diferentes:
Uma, de voz meiga e dócil;
Outra, em tom estridente.
A de voz meiga era branca,
Vinda de um lindo jardim,
A outra, artificial,
Tinha a cor do carmim.
A vermelha dizia:
"- Eu sou viva eternamente;
Enquanto tu, minha amiga,
Podes morrer de repente,
Tenho até pena de ti ...
Já estás envelhecida.
Pela tua palidez,
Tens poucas horas de vida.
E eu continuarei aqui,
Formosa como estás vendo,
Enfeitando este salão.
Tu não vês que
Estás morrendo?".
A natural respondeu,
Com voz trêmula e triste:
"- Tu és cópia minha.
É por mim que tu existes ...
Estou morrendo ... é verdade,
Nisso a vida se resume,
Mas morro e deixo a saudade
No olor do meu perfume
Quantas vezes, no jardim,
No recanto onde nasci,
Fui beijada com amor
Pelo belo colibri ...
Por abelhas visitada,
Minha seiva eu cedi
Para o saboroso mel.
Ao Homem também servi ...
E tu já foste beijada?
Estás na jarra esquecida ...
Estou morrendo é verdade
Tu nunca tiveste vida,
Não tenho inveja portanto,
Dos longos dias teus,
Foste feita pelo Homem
E eu, pelas mãos de Deus!".
Não são rimas complexas, mas passa uma mensagem muito bonita.Eu inclusive gravaria como música se eu fosse um cantor hauhauhaua.
Esse poema está presente no livro "Nos Braços do Sol". Procurei no google e vi que tem um à venda no Mercado Livre.
Uma foto do livro que peguei no google também:
Para quem curte ler de vez em quando poemas simples é bem legal. Tenho o livro desde 1997 e estou sempre lendo alguma coisa dele. Fica aí a dica do dia então hahaha, enquanto isso continuo pensando em algo mais interessante pra postar aqui.
Em 1997 o autor José Gilberto Gaspar foi divulgar o livro dele no meu colégio e eu acabei comprando. O livro só tem poemas, e na época que ele foi no colégio ele ficou no palco do anfiteatro contando alguns. Lembro que ele contou esse e todos gostaram.
É um poema simples mas sempre achei muito bonito.
Diálogo das Rosas
Entrando em uma sala
De uma bonita mansão,
Deparei-me, de repente,
Com uma discussão.
Duas rosas discutiam
Em tons de voz diferentes:
Uma, de voz meiga e dócil;
Outra, em tom estridente.
A de voz meiga era branca,
Vinda de um lindo jardim,
A outra, artificial,
Tinha a cor do carmim.
A vermelha dizia:
"- Eu sou viva eternamente;
Enquanto tu, minha amiga,
Podes morrer de repente,
Tenho até pena de ti ...
Já estás envelhecida.
Pela tua palidez,
Tens poucas horas de vida.
E eu continuarei aqui,
Formosa como estás vendo,
Enfeitando este salão.
Tu não vês que
Estás morrendo?".
A natural respondeu,
Com voz trêmula e triste:
"- Tu és cópia minha.
É por mim que tu existes ...
Estou morrendo ... é verdade,
Nisso a vida se resume,
Mas morro e deixo a saudade
No olor do meu perfume
Quantas vezes, no jardim,
No recanto onde nasci,
Fui beijada com amor
Pelo belo colibri ...
Por abelhas visitada,
Minha seiva eu cedi
Para o saboroso mel.
Ao Homem também servi ...
E tu já foste beijada?
Estás na jarra esquecida ...
Estou morrendo é verdade
Tu nunca tiveste vida,
Não tenho inveja portanto,
Dos longos dias teus,
Foste feita pelo Homem
E eu, pelas mãos de Deus!".
Não são rimas complexas, mas passa uma mensagem muito bonita.Eu inclusive gravaria como música se eu fosse um cantor hauhauhaua.
Esse poema está presente no livro "Nos Braços do Sol". Procurei no google e vi que tem um à venda no Mercado Livre.
Uma foto do livro que peguei no google também:
Para quem curte ler de vez em quando poemas simples é bem legal. Tenho o livro desde 1997 e estou sempre lendo alguma coisa dele. Fica aí a dica do dia então hahaha, enquanto isso continuo pensando em algo mais interessante pra postar aqui.
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